Sábado, 23 Maio 2015 10:41

David Baini - 21-05-15

Por

Indicadores Criminais de São Lourenço do Sul
* MESMO NÃO SENDO policial, por isso leigo no assunto, lendo os indicadores criminais de São Lourenço do Sul, divulgados pela Secretaria da Segurança Pública, atrevo-me a fazer alguns rápidos comentários. Opinião particular: 1) a comunidade pode se orgulhar do baixíssimo indice de homicídios. 2) Enquanto municípios da região chegam a ter mais de 50 homicídios por ano, São Lourenço do Sul apresenta um número reduzidíssimo (máximo de três homicídios por ano). 2) Em compensação, para o tamanho de nossa cidade, 467 furtos registrados na DP local no ano passado, pode ser considerado como elevado. O número de roubos também não foi pequeno: 21. Assalto à banco e roubos de veículos, também nenhum, o que orgulha nossa comunidade. O que temos muito por aqui, a exemplo de todos outros municípios do país, são os traficantes. APENAS em quatro meses de 2015, a Polícia Civil prendeu nada menos que 21 elementos suspeitos de tráfico de drogas. E acredita-se que exista outro tanto ou mais atuando. OUTRO dado que impressiona é referente a estelionatos: apenas neste ano foram 21 registros na polícia, o que pode ser considerado muito elevado para nossa cidade. Em resumo, nosso município pode ser considera como uma ilha de segurança no oceano de inseguranças.

Planos de Prevenção contra Incêndios
* CONFORME O 1º Sargento MAURICIO BARBOSA KERCHIRNE, Auxiliar da Assessoria de Análise Técnica do Corpo de Bombeiros em São Lourenço do Sul, desde a instalação da guarnição em nossa cidade até o dia 19, foram cadastrados 630 Planos de Prevenção contra Incêndio. Deste total, 126 Planos estão aguardando retorno para reexame. Outros 232 Planos foram reprovados, aguardando para serem retirados pelos proprietários para correções. Para este jornalista, o 1º Sargento KERCHIRNE, gentilmente esclareceu que “muitas vezes as partes interessadas elaboram o Plano (PPI) e não retornam mais, imaginando que esteja tudo ok. Quando não está tudo correto, o Corpo de Bombeiros aguarda a vinda do interessado. Por isso, vários processos ficam parados, aguardando as providências dos interessados pelo Plano.”


Construção Civil: São Lourenço do Sul está na contramão do País
* ENQUANTO em todo o País o número de obras é reduzido drasticamente em função do corte de financiamentos para a construção de novas moradias, em São Lourenço do Sul, conforme a SEPLAMA, está ocorrendo exatamente o contrário. No ano passado, de janeiro a abril, foram inscritos na Prefeitura Municipal 67 projetos de novas obras. De janeiro a abril deste ano, este número cresceu cerca de 30%, passando para 87 projetos, conforme dados do sistema “Tramitação de Processos na SEPALAMA”. Por isso é que ainda temos dificuldade de conseguir pedreiros, marceneiros, pintores e outros trabalhadores da construção civil.


Câncer infantil: uma realidade
* NA ÚLTIMA 3ª feira (19) tive o prazer de conhecer em nossa cidade o médico oncologista Dr. JOÃO ALBERTO GRIMM. Natural de São Lourenço do Sul, ele trabalha no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, realizando cirurgias oncológicas (de câncer) infantis. Relatou-me ele que é impressionante o número de crianças das mais variadas idades que já apresentam a doença. Questionado, ele atribuiu o fato ao problema dos inseticidas e fungicidas ingeridos pelas crianças nas lavouras onde residem. Informou que algumas crianças, inclusive, têm nascido com câncer, que sendo submetidas imediatamente a uma cirurgia, quando é retirado o órgão afetado. Esclareceu que os defensivos agrícolas podem ser considerados como a principal causa desse grande volume de câncer infantil em todo o Estado. É realmente preocupante, pois as famílias que residem no meio rural na maioria das vezes ignoram esse fato, permitindo que seus filhos tenham contato direto com inseticidas, herbicidas e fungicidas. Caberia uma ampla campanha de esclarecimento junto às famílias do meio rural do Rio Grande do Sul. Apenas com prevenção poderemos reduzir este triste quadro de câncer oncológico infantil. NADA IMPEDE que, a nivel municipal, a Secretaria Municipal de Saúde, inicie a referida campanha de conscientização. Fica o apelo e a sugestão.

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