Domingo, 24 Maio 2015 19:59

Entrevista com o Prefeito Daniel Raupp sobre mobilidade urbana

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(FOTO: ARQUIVO/DECOM)

* Qual O objetivo do projeto de mobilidade urbana de São Lourenço do Sul? - Queremos nos adequar à Lei Federal nº 12.587/2012. É um marco regulatório na questão da mobilidade urbana. Estamos trabalhando na implantação desse plano, que vai ser debatido com toda comunidade, com todos os setores sociais. O resultado será um projeto de lei que será encaminhado à Câmara de Vereadores. Fizemos um processo licitatório e a empresa Matricial Engenharia Consultiva de Porto Alegre, foi a vencedora. Aliás, foi um processo em que mais de uma dezena de empresas participaram do certame público de contratação. A Matricial fez o diagnóstico com seus especialistas e vai apresentar na audiência as soluções para que a gente resolva ou minimize os problemas da mobilidade urbana e tenha também um olhar para o interior do nosso município no que tange à sinalização. É um passo importante para a vida do nosso município, para as pessoas que residem aqui e para os visitantes. A empresa monitorou durante todo o período de verão o fluxo de pessoas e de veículos, tanto pelo aumento do contingente populacional pelos nossos visitantes, nossos turistas, e também na baixa temporada. Após o debate nessa audiência pública vamos tirar as conclusões e os encaminhamentos para a Câmara de Vereadores.
O Lourenciano: Após a audiência pública, qual o próximo passo da administração municipal?
R: Após a audiência publica vamos encaminhar todas as sugestões que forem acolhidas e levantadas, que do ponto de vista técnico sejam exeqüíveis. Essas sugestões serão sistematizadas e organizadas e vão para uma nova audiência para fechar. A partir daí será elaborada a minuta do projeto de lei e encaminhada a Câmara de Vereadores para apreciação e votação. Uma vez convertida em lei, todas as ações, no devido tempo, no devido prazo, cabem ao município executar. O plano é uma lei objetiva, que organiza o sistema de mobilidade, o sistema de movimentação na área urbana e também na área rural, e deverá fixar prazos para essas ações acontecerem.
O Lourenciano: Deixamos aqui o espaço para mais algum detalhe que queira abordar.
R: Gostaria de dizer o seguinte: todo esse processo, nós temos tido esse olhar sobre a mobilidade, tanto é que foram feitas ciclovias durante os nossos governos. Tem agora um PAC2, o da mobilidade urbana. Serão quase R$ 20 milhões a serem empregados em pavimentação e drenagem. O segundo lado da avenida será pavimentado, teremos novas ciclovias. Nós agora vamos entregar daqui alguns dias as obras da Av. Sony Corrêa, das duas quadras com ciclovia. Temos tido um olhar em todo o aspecto da mobilidade. As ruas que vêm sendo pavimentadas, todas têm rebaixamento para pessoas com deficiência. Os nossos ônibus, quando fizemos a licitação do transporte coletivo urbano, um dos veículos é adaptado para cadeirantes – todo um olhar com relação à mobilidade e à acessibilidade. É importante que a sociedade se organize, opine, critique, sugira e se coloque parceira do poder público para que nós possamos, no devido tempo, dentro das condições financeiras que o município tem, implementar todas essas medidas. Todo esse processo está se dando com base na lei 12.587/2012, que instituiu as diretrizes da política nacional de mobilidade urbana para municípios com mais de 20 mil habitantes. É importante dizer também que os municípios que não implementarem ao longo desses anos os seus planos de mobilidade urbana, ficarão impedidos de receber recursos, como esse que nós vamos aplicar do PAC 2. É um documento essencial, fundamental para os municípios que quiserem receber recursos federais na área da mobilidade. É essa a importância da discussão, desse debate que mexe com a vida de todos. Obviamente que existem inúmeros interesses de toda a parte e nós queremos convidar então a população para que se faça presente no dia 28 de maio, às 19h na Escola Municipal Professora Marina Vargas para que a gente faça um rico debate, veja o diagnóstico que a empresa vai apresentar, as soluções que vão ser sugeridas e mais alguns ajustes que se fizerem necessários para que a gente possa o quanto antes encaminhar o Projeto de Lei à Câmara de Vereadores. Então, esse é o convite e eu costumo dizer que este é um bom problema. Quando a gente está muito pressionado pelo debate de que não tem estacionamento aqui, está difícil andar de carro ali, é porque a população teve condições de acesso à veículos, uma condição de vida melhor e as pessoas estão conseguindo adquirir seu carro que antigamente não tinha e é um problema do crescimento. Na verdade, o desenvolvimento econômico e social é uma realidade em nosso município e isso remete também como todo crescimento: uma necessidade de organização, de planejamento deste tema que envolve a circulação de veículos, pessoas e mercadorias, fruto de um bom problema do crescimento econômico e social da nossa população que passou a ter acesso a mais veículos automotores de forma que as cidades em geral, no país inteiro, enfrenta esse problema de mobilidade. Aqui em São Lourenço nós estamos dando passos bem concretos no sentido de resolvê-los.”

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