Quarta, 11 Setembro 2024 11:45

Secretaria da Saúde reforça orientações para população em áreas com fumaça causada por queimadas

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Apesar do alerta, a equipe de Vigilância Epidemiológica do  Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs) não identificou um aumento de casos de síndrome gripal não relacionados a vírus respiratórios, que podem ser influenciados por outros fatores, como a fumaça resultante de queimadas. Esses dados, porém, são parciais e sujeitos a alterações em decorrência da oportunidade de preenchimentos das notificações, bem como o hiato entre o início dos sintomas e a busca por atendimento.   

  

Recomendações para a População 

 - Hidratação: aumente a ingestão de água para manter as vias respiratórias úmidas. 

- Redução da exposição: evite atividades ao ar livre em horários de alta poluição e mantenha portas e janelas fechadas. 

- Uso de máscaras do tipo cirúrgica, pano, lenços ou bandanas podem reduzir a exposição às partículas grossas, especialmente para populações que residem próximas à fonte de emissão (focos de queimadas) e, portanto, melhoram o desconforto das vias aéreas superiores. Enquanto o uso de máscaras de modelos respiradores tipo N95, PFF2 ou P100 são adequadas para reduzir a inalação de partículas finas por toda a população; 

- Atividades físicas: evite exercícios físicos em períodos de elevada concentração de poluentes. 

- Orientações a grupos vulneráveis: crianças, idosos e gestantes devem estar atentos a sintomas respiratórios e buscar atendimento médico imediatamente se necessário.   

  

Poluição é fator de risco para doenças crônicas não transmissíveis 

A OMS reconhece que a poluição do ar é um fator de risco crítico para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). No Brasil, as queimadas e os incêndios florestais são importantes fontes de poluição atmosférica e contribuem para a emissão de poluentes atmosféricos, resultando na exposição humana com efeitos diretos e indiretos na saúde, meio ambiente e oferta de serviços de saúde. Grupos populacionais mais suscetíveis como crianças, idosos, gestantes, indivíduos com doenças cardiorrespiratórias, de baixo nível socioeconômico e de trabalhadores ao ar livre podem estar sob maior risco de apresentarem algum efeito na saúde relacionado à poluição do ar. 

Fonte: Secretaria Estadual de Saúde

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