APENAS NO ANO PASSADO São Lourenço do Sul gastou mais de R$ 1 milhão transportando para Candiota o lixo orgânico aqui produzido. A implantação de um aterro sanitário é um problema que, uma vez concretizado, economizaria um bom volume de valores para os cofres públicos. Esta coluna entrevistou o Prefeito RUDINEI HÄRTER a respeito do referido assunto. Ele assim se manifestou: “Aterros sanitários são locais destinados à disposição final de resíduos sólidos oriundos de atividades humanas. De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS - Lei n.º 12.305/2010), a principal solução para extinguir os lixões, eram os aterros sanitários. Para implantação de um aterro sanitário é realizado um preparo técnico para o recebimento dos resíduos (lixo), como a presença de sistema de impermeabilização, captação de gases e chorume (há também os aterros controlados, os quais possuem também estes sistemas porém não tão avançados quanto no aterro sanitário). No entanto, apesar de haver tais sistemas a fim de reduzir as problemáticas envolvendo os aterros, o aterro não é uma opção tão sustentável, tanto econômica quanto ambientalmente. O custo para se implantar e manter um aterro é bastante alto, além de se precisar de grandes extensões de terra para tal. Também, com frequência ocorrem vazamentos de líquidos e gases, vindo a contaminar o lençol freático e aquífero, causando também danos à fauna e flora do local. Outra implicação, é que o número de camadas de resíduos para se colocar é limitado. Por fim, é quase inevitável a presença e proliferação de animais indesejados como ratos, moscas e mosquitos. De forma geral, aterros parecem ser uma boa opção para a destinação dos resíduos, porém acabam sendo uma “máscara” para um problema muito maior.
Tendo em vista tais problemáticas, uma das diretrizes do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PLANARES - Decreto n.° 11.043/2022) é a eliminação tanto de lixões quanto de aterros controlados nos próximos dois anos. Atualmente, cerca de apenas 2% dos resíduos sólidos urbanos são reaproveitados. Segundo o PLANARES, até 2040 pretende-se reciclar ou recuperar pelo menos 48% dos resíduos. Para tal, precisamos contar com a cooperação de todos, considerando a responsabilidade compartilhada a respeito dos resíduos, seja desde a separação correta dos seus resíduos como a disposição correta dos mesmos para a coleta”.
