Sexta, 05 Julho 2013 13:49

David Baini - 03-07-13

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Por que e para que emplacar os tratores?
* TÃO INDECENTE quanto o problema da corrupção no País ou os preços das passagens urbanas, são as resoluções 429 e 434 do Contran, que passaram a exigir, a partir do dia 1º de junho, o emplacamento de tratores, o que vem causando seríssimos transtornos para o setor primário, e, em especial, para os milhares de pequenos agricultores familiares brasileiros. O que busca o burrocrata que implantou esta impraticável resolução do CONTRAN? Com certeza, repito, com absoluta certeza: maior arrecadação de impostos! Imagine o amigo leitor o que representará em arrecadação aos cofres públicos, a referida e impraticável resolução? Soube que o Vereador LUIS WEBER, Presidente da FETRAF, esteve em Brasília participando de uma audiência pública e movimentando nos canais competentes para que a Lei de 1997, a qual obriga a todos veículos automotores para circularem em estradas municipais, estaduais e federais sejam empladados. Segundo soube está marcada para o próximo dia 10 de julho, uma grande mobilização pela FETRAF, provavelmente em São Lourenço do Sul, com o objetivo de realizar um protesto e a devida mobilização dos agricultores. Lembro a força que o povo tem quando vai às ruas, civilizadamente, sem vandalismo, buscar seus direitos. Não sou produtor rural mas sei das inúmeras dificuldades que ele tem para cumprir sua missão de produzir alimentos. Agora, vem o CONTRAN com mais estas impraticáveis resoluções. Sinceramente, NÃO DÁ PARA ACEITAR CALADO. Pelo amor de Deus. Não há sensibilidade por quê? É verdade que não se pode generalizar. Nesta semana mesmo, recebi um e-mail do gabinete do Deputado Estadual Tortelli, onde o mesmo se manifesta profundamente preocupado com a questão, a exemplo do Deputado Federal Marco Maia. Neste espaço, faço um apelo especial ao Deputado Federal Henrique Fontana que, com seu prestígio junto ao Governo Federal, sendo bastante articulado no Congresso e defensor das causas lourencianas e ruralistas de uma forma geral, também abrace forte esta bandeira. É muito importante. Como reconhecimento ao Deputado Tortelli, esta coluna reproduz o release que recebeu. Parabéns Deputado, que outros o sigam. É o que os agricultores e a nação esperam. Vamos descruzar os braços e tirar de vez essas duas resoluções do CONTRAN que vão infernizar a vida do nosso já sofrido produtor rural.


Embriaguez ao volante
* MUITA GENTE ainda desconhece a nova resolução do CONTRAN que foi publicada no Diário Oficial da União em janeiro, a qual estabelece que, no caso do teste do bafômetro, o limite para que o condutor não seja multado passou para 0,05 mg. Nesta edição mesmo estamos publicando na página 10 dois acidentes, envolvendo motoristas embriagados. É bom saber que para quem optar pelo exame de sangue, a resolução estabelece que nenhuma quantidade de álcool será tolerada. O limite anterior era de dois decigramas de álcool por litro de sangue. A infração continua classificada como gravíssima e o valor da multa é de R$ 1.915,40, além de o motorista ficar impedido de dirigir por um ano. A Lei Seca prevê que o motorista pode ser punido por crimes de trânsito se o agente verificar sinais que indiquem alteração da capacidade psicomotora, mas o Contran é que estabelece os sinais. Na resolução, o órgão define que os agentes poderão verificar por “exame clínico com laudo conclusivo e firmado por médico, ou constatação pelo agente da Autoridade de Trânsito”, o comportamento do motorista. Para confirmação da alteração da capacidade, “deverá ser considerado não somente num sinal, mas um conjunto de sinais que comprovem a situação do condutor.”


Aposentados e com dívidas
* QUANDO alguém se aposenta tem a esperança de uma nova vida tranquila com tempo suficiente para aproveitar a família e viagens, sempre com dinheiro no bolso e horários a cumprir. Na verdade, o que era para ser um sonho de vida acaba virando pesadelo para muitos aposentados, pois em cada quatro cadastros negativos, um corresponde a alguém com mais de 65 anos de idade. ESTUDO revela que mais de 25% dos idosos brasileiros estão inadimplentes. Em parte, a Lei Federal que autorizou o débito em conta pelos bancos para financiamentos de aposentados e pensionistas até o nível de 30% da renda, com certeza, induziu muitos aposentados a se endividarem mais do que poderiam. Para evitar o endividamento, é importante que se compre sempre com dinheiro. Para sair da dívida, é importante que o aposentado vá até o banco e renegocie a dívida, além de cortar todos os gastos supérfluos. Caso for fazer empréstimo, optar sempre por consignados, pois os juros são mais baixos. Em São Lourenço, com certeza, a situação não deve ser muito diferente da nacional, em termos de endividamento dos aposentados e pensionistas.

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