Comunicação - David Baini
* A MAIORIA SILENCIOSA da população gaúcha, elogiou muitíssimo o manifesto publicado por importantes políticos e entidades, nos principais jornais da Capital. Reproduzo o mesmo na íntegra:
“Manifesto contra a descriminalização do uso de drogas no Brasil”
* UMA COMISSÃO de juristas, que assessora o Senado para a reforma do Código Penal, propôs a descriminalização do uso de drogas. O assunto repercutiu intensamente na mídia como se fosse decisão dos senadores, e não é. Foi sugestão de um grupo de juristas e não posição tomada pelo parlamento brasileiro. Trata-se de uma proposta de alto risco para a sociedade, seja do ponto de vista da saúde, quanto da segurança. É bom lembrar, sempre, que a epidemia das drogas já é nosso maior problema de saúde, matando mais jovens, a cada ano, que qualquer epidemia viral. Por isso resolvemos nos manifestar publicamente contra tal proposta. A ideia da descriminalização do uso de drogas não é baseada em nenhuma evidência científica, e trata do assunto de maneira assimétrica. Ao legalizar o uso, a comissão possibilitaria uma circulação maior das drogas, com um aumento exponencial do consumo. Ao aumentarmos o consumo, a tendência é o aumento da oferta. Isso é uma regra do mercado! E quem então abastecerá esse mercado, aquecido pela liberação do uso? Os traficantes! Eles lucrarão muito mais, aumentarão sua estrutura e ação. Sem falar no aumento do seu trágico séquito de violência e mortes. Também a ideia de que a liberação geral das drogas, inclusive do comércio, diminuiria o problema (teoria da guerra perdida) é um equívoco. Ela o agravaria mais. A experiência dos países que já tentaram a liberação, como a Suécia, mostrou isso. Hoje, todos os países do planeta reprimem o tráfico de drogas. A iniciativa destes juristas ignora, ainda, que a dependência química deve ser, antes de tudo, prevenida. Depois de instalada, ela dificilmente cura. Vira uma doença crônica, de complexo tratamento, onde a recaída é a regra. Ao modificar o cérebro, pelo forte estímulo que causam em centros específicos, as drogas criam nova e poderíssima memória de longo prazo. E esta memória se sobreporá às outras memórias de prazer, reorientará a motivação, e nunca mais se apagará! O melhor resultado que um dependente pode ter, é conseguir se manter em abstinência prolongada. Também, por isso, a mais importante forma de prevenção é a diminuição da oferta. Portugal, citado como exemplo para descriminalização do uso, tem, hoje, oito vezes mais dependentes em tratamento que outro país europeu de mesma população, a Suécia. A diferença é que esta reprime duramente as drogas. Portugal também já é o país europeu com maior aumento da criminalidade. Acrescente-se o fato de que o uso de drogas é uma das causas preponderantes para o massacre dos acidentes de trânsito. Boa parte dos acidentes com mortos e feridos são causados por condutores sob efeito de canabis (maconha), cocaína ou outros elementos. A liberação do uso de drogas trará, inevitavelmente, o aumento e a impunidade nos acidentes. O fato é que, onde existe maior rigor e efetividade no enfrentamento às drogas, menos dependentes existem, menor é o problema de Saúde Pública e o de Segurança. Não existe outro caminho. Na ciência como na justiça não podemos esquecer a comprovação fática, para avançar em benefício de toda a sociedade.” MUITO ESCLARECEDOR e digno de profunda reflexão aos juristas que, equivocada e perigosamente, pretendem mudar a legislação.
