Sexta, 22 Maio 2020 14:49

Como está a situação do leite em São Lourenço do Sul?

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Na foto, Fábio Bender, Gerente da Coopar e o ex-Presidente Zilmar Caetano.
Como está a situação do leite em São Lourenço do Sul?

* Entrevistado, FÁBIO BENDER Gerente da Coopar, falou sobre a situação do leite em São Lourenço do Sul: “Estamos trabalhando sempre buscando o equilíbrio. Temos toda essa questão da pandemia mais a estiagem. É um momento de muita incerteza no mercado. Estamos operando de forma reduzida. As indústrias da Boa Vista e do trevo da BR 116 estão produzindo menos queijo e comercializando mais leite com os parceiros, que são do ano todo. Estamos produzindo menos queijo porque está oscilando muito o mercado. Dependendo da semana, se vende bem em uma e na outra não. No leite UHT também vemos a diferença de preço de uma semana para outra. Estamos cumprindo os decretos. Em abril tínhamos mais de 40 funcionários de férias, só das indústrias. Em maio voltaram alguns. Estamos mantendo a produção de queijo reduzida para não desabastecer nossos clientes fiéis que são do varejo. O período é de uma entressafra muito forte. Abril e maio são os dois piores meses do ano em quantidade de leite. Apesar de a produção ser melhor que no ano passado, cerca de 12% superior. Claro que houve o ingresso de novos produtores. O problema da estiagem reflete ao longo do ano.
A produção na Boa Vista é de 25 mil litros de leite por dia, entregues por aproximadamente 100 produtores. No final de semana o leite vai para a unidade no trevo da BR 116, onde são feitos os queijos maturados (golda, colonial e o prato) e também o doce de leite. No trevo da BR 116 é produzido o queijo mussarela. Aqui fazemos numa média de 100 mil litros, podendo chegar a 140 mil litros por dia. Temos em torno de 900 produtores contando as duas unidades. A indústria da Boa Vista é considerada como uma filial da BR 116 pois a expedição, venda de produtos é tudo feito por aqui. Temos uma cooperativa parceira em Rio Grande (Cooplerg) e Dom Feliciano (Centro Sul). Prestamos também um serviço no leite dos produtores da região da Lactalis (Francesa), com cerca de 90 mil litros por dia. A Coopar, todo esse somatório na safra, passa de 300 mil litros por dia. O imóvel da BR 116, é propriedade da Lactalis. Toda indústria do queijo, os equipamentos, quem colocou foi a Coopar. A cooperativa paga o aluguel pelo espaço, pela área do imóvel que passa de mais de 30 hectares. Em contrapartida, a Lactalis nos paga pela prestação do serviço que a Coopar realiza. O número de funcionários se manteve nesse momento da pandemia. Estamos com a situação controlada. Quanto ao número de funcionários a tendência é permanecer o mesmo. Vai depender de quantos meses durar essa pandemia. Por enquanto, a situação está boa. Conseguimos manter o preço para o produtor em abril. Provavelmente em maio também isso acontecerá. Inclusive estamos prevendo um aumento de leite para o 2º semestre, seguindo nesse crescimento. A estiagem prejudicou a produção. Poderíamos ter bem mais leite, em torno de 15 a 20% a mais. A Coopar reduziu o número total de produtores que já foi de 1.200 porém elevou o total de leite recebido”.

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